domingo, 11 de maio de 2014

Mudança e Reminiscências

Estou me mudando de São Paulo para São José dos Campos. Vou para uma casa minúscula e preciso reduzir, reduzir, reduzir.

Muita coisa estou dando, outras jogando fora, as preciosas guardando, e outras, quero colocar no mundo, especialmente meus escritos, e os de meus amigos.

Começando por este. No 3o Colegial, fomos todos para um acantonamento no Nosso Recanto, lugar clássico aqui em São Paulo. Todo colégio ia. Uma das turmas de um dos chalés fez uma paródia engraçada de Baba, Baby sobre o último ano do colégio, que achei hoje e vou copiar aqui.

Para quem não estudou comigo não vai ter graça nenhuma, então me desculpem. Para os outros, aproveitem.

Na Santa Paz

O terceiro já chegou
Você sequer notou
Disse que estava muito longe de você, mas
Agora 'tamo aqui e temos que aproveitar

Na Santa Paz
Na Santa Paz
Na Santa Paz

Muita coisa já rolou
Sei que você gostou
Teve a festa dos esportes e a junina
Além de estudar também fomos viajar

Na Santa Paz
Na Santa Paz

Não posso acreditar
Que vai acabar
Mas os amigos, as histórias e as lembranças vão ficar
E para não dizer que esqueci
Dos professores vou lembrar

Vou lembrar
Vou lembrar

A Mitiko não cresceu
O Pedro compareceu
E a Ana com a cadeirice da cadeira
E a Cláudia saradona veio aqui só pra jogar

Pra jogar
Pra jogar

O Walter é traidor
A Kátia é um amor
A Ina foi a mãe quando a gente precisou
O Marcelo protetor e a Cris nos cativou

Nos cativou
Nos cativou

A Vera, a Eliete, Bentes e o Dononzor
A Tina baladeira e o Kazuo é o locutor
E pra não esquecer desse refrão
Vilela-Vilela

A Lucy mal chegou
E a gente já gostou
O Zuca professor que a gente sempre sonhou
A Patrícia é mó legal, um beijo pra ela e tchau!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Lanchinho da meia-noite

mais microondas quebrado =



Não foi tão simples assim. O microondas está quebrado há mais de uma semana, e estamos nos acostumando a esquentar comida na panela, requentar torta no fogo, até andei testando para ver se era mais gostoso arroz requentado com um pouco de azeite ou melhor jogar um pouco de água (se você gosta do arroz mais paposo, use água).

Hoje, foi assim:

- Hm, está frio! Quero um chá!
- Estou com fominha, talvez um chá com bolachas?
*não tem bolachas*
- Então um chá com sanduíche?
*o sanduíche vai ser com queijo frio, e vai demorar muito para esquentar no tostex... e, convenhamos, você nem quer um sanduíche tanto assim*
- Ok... um café da manhã, então, leite quente com granola e aveia...
*pego a aveia e lembro que quando criança eu gostava de mingau... será que tem a receita na caixa da aveia? tem! aveia, leite e fogo.*

Assim, o chá foi pro saco, e fiz um mingau! Quentinho e gostoso.

Mingau de aveia:

A receita dizia: 3 colheres de sopa de aveia para cada 250 ml de leite. Cozinhar até engrossar. Adoçar a gosto. Comer.
Eu fiz: 8 colheres de sopa de aveia para 2 copos de leite. Cozinhei. 3 colheres de sopa de granola. Ferveu (achei que ia vazar, mas mexi enfurecidamente e nada aconteceu), tirei, provei, pus 1 colher de açúcar, misturei, canela por cima, belezinha!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais pedacinho

"nyhuit" (s.m.) 1. o triste vazio que uma pessoa divertida e contraproducente cria quando deixa um local de trabalho: você faz nyhuit. 2. falta, ausência, carência, penúria (ver falta).

Créditos à amiga do Maurício, Nádia. Ela inventou a palavra, eu só escrevi a definição.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Slut Walk

É engraçado como o mundo ainda não dá liberdade às mulheres de se vestir como quiserem.

Em 2009, tivemos aqui em São Paulo o caso da Geisy Arruda (e aproveito para linkar o excelente blog da Lola), uma estudante universitária que foi insultada e ameaçada por vestir um vestido curto, tendo que ser retirada do local pela polícia com medo de ser agredida fisicamente. Coisa de homens das cavernas mesmo.

Foi tanto uma demonstração horrível de machismo por parte dos outros estudantes e da diretoria da faculdade (além de algumas opiniões públicas por aí), quanto uma demonstração excelente do quanto uma parcela da nossa sociedade está evoluída (e, neste caso, a parcela maior, que conseguiu revogar a expulsão da menina e criar manifestações de direito das mulheres). Mesmo que a Geisy não soubesse o motivo da comoção na mídia, seus direitos teriam sido defendidos. Foi lindo. Agora nós podemos ir à faculdade com um pouco menos de roupa e esperar que um pouco menos de gente fale alguma coisa.

Bom, em janeiro deste ano, em Toronto, durante uma palestra sobre segurança para a comunidade, um policial sugeriu que mulheres devem evitar se vestir como "piranhas" para não serem agredidas sexualmente. Ou como sluts, em inglês. A reação foi forte e generalizada, gerando a Slut Walk, uma passeata defendendo o direito das mulheres de se vestir como quiserem e não serem atacadas por qualquer homem descontrolado nas ruas. Faz sentido para vocês?

Tem muito mais fotos no site da Uol, mas eu queria mesmo era colocar o texto dos cartazes aqui. Eles são muitas vezes espertinhos ou engraçados, mas o importante é que são concisos e mexem com conceitos que tem gente que ainda precisa aprender.

A dress is not a yes - Um vestido não significa um sim.
Not asking for it - Eu não estou pedindo! (tipo: "ela tava pedindo pra isso acontecer")
NO means NO regardles of how often I say YES - NÃO siginifica NÃO, não importa a frequência com que eu diga SIM
It's my hot body, I do what I want - O corpo gostoso é meu e eu faço o que quiser com ele
SEX is something people do together, NOT something you do to someone else - SEXO é algo que as pessoas fazem juntas, NÃO algo que você faça em outra pessoa.
Clothing is an option, rape isn't - Roupa é uma opção, estupro não.
Don't tell us how to dress, tell men not to rape - Não fale como a gente tem que se vestir, fale para o homens não nos estuprarem.

Junto com alguns cartazes de apoio:

Slut pride - "Piranha" com orgulho
Stop slut shaming - Parem de humilhar as "piranhas"
I'm with slut - Estou com as "piranhas"
Don't be a closet slut - Não seja uma "piranha" no armário
Down with rape culture - Abaixo a cultura de estupro

Acho que o importante é isso: uma mulher, feia ou bonita, deveria poder andar pelada na rua sem correr o risco de ser assediada. É ridículo alguém apoiar a idéia de que os homens são seres primitivos que não conseguem se controlar ao ver um vestido mais curto ou uma maquiagem mais provocante. É mais ridículo ainda um homem apoiar essa idéia, e toda vez que eu ouço um defendendo esse ponto, eu penso que ele é um estuprador em potencial. É só aparecer uma "tentação" forte o suficiente e ele vai cometer um crime?

PS: a Lola explicou melhor e discutiu um pouco mais essa marcha no blog dela.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pedacinho

Gente, hoje eu li uma coisa que achei linda, por isso quero anotar para a posteridade.

"Eu quero rêver Paris."

Rêver é o verbo sonhar em francês. Não é belo?

Eu fico só imaginando as implicações... as implicações do desejo de rever alguém, de rever um lugar, ou de sonhar com ele.

Lindo lindo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal Cenamo

Fazia tempo que o Natal Cenamo não era tão gostoso!

De novo eu aprendi que comunicar é a melhor saída para qualquer problema. Ô, liçãozinha que eu sempre esqueço!

Eu estava incomodada que, desde que a Vó morreu, o Natal Cenamo tinha virado uma ceia curta, que acabava cedo, com um amigo secreto miado ou inexistente, porque todo mundo acabava indo para as suas outras famílias passar o resto da noite (sendo que muitos iam também no almoço do dia 25). A nossa família, que sempre tinha sido um Natal que eu adorava, com brincadeiras, jogos, coral, muita companhia, enfim, tinha ficado pra trás. Meus primos não vinham mais, meus tios iam embora cedo, e a gente encerrava tudo rápido para ir pro Natal Salles (que eu também adoro, mas detesto a coisa corrida).

Ontem, por acaso, à tarde, eu comentei exatamente isso com a minha mãe (escondendo uns olhos que chegaram a lacrimejar), que comentou com minha tia, que comentou com suas filhas, que tinham a mesma opinião que eu, e que queriam que o nosso Natal fosse bom de novo. E foi.

Não que não tenha tido conflitos, que essa família de italianos é um drama só, pior que desperate housewifes ou brothers and sisters, toda vez que a gente se encontra tem conflito. :) Mas tudo bem. Porque tem amor também.

Brinquei de conde-conde com a Alice e o Bruno, bebi cerveja com os tios, o Renato cuidou da trilha sonora (tanto no iphone quanto no violão ao vivo), brincamos de amigo secreto e foi engraçado, o ennzo participou, a tamy jogou wii com ele e o Marco, a Nanala foi energética como sempre, foi ótimo!

Isso sem contar a comida... hm, água na boca! O chester do Odilon... por mais que ele tenha esquecido os miúdos dentro (nunca tinha feito um chester antes), estava muito gostoso, derretia na boca, quase não dava para cortar. Excelente. A farofa e os arroz... Puxa, como eu gosto dessa comida natalina.

E as cerejas? Elas sim são meu presente de aniversário!

Obrigada, mundo. :)

Natal Salles

Esta aqui é a graça que eu adoro, que eu guardo do natal Salles na casa da Téte. A gente chega lá à 1h da manhã e o pessoal está animado, tocando e cantando um monte de mpb, antigas e novas, algumas compostas por eles mesmos, outras clássicas, outras desconhecidas. A gente canta, ri, se diverte, come a sobremesa, bebe vinho e compartilha carinho, com uma família que eu só vejo uma vez por ano.

Uma favorita é uma marcha de carnaval de 1984, quando um grupo de pessoas da Vila Madalena (meus tios entre eles) invadiu o desfile oficial (que passava pela Vila) cantando esta marchinha:

Em mil novecentos e oitenta e quatro
um glorioso arqueólogo
descobriu entre a fidalga e a wizard
uma catacumba milenar.

Chamaram tod'os neguinhos
e começaram a cavocar.
Tiraram a tampa da tumba
e do fundo do poço
ouviram um grito de arrepiar:

Que porra é essa?
Exclamou o faraó
Ôo Ôo
Tira a mão das ataduras,
me devolve a dentadura,
senão eu viro pó!

Em mil novecentos e oitenta e quatro
um glorioso arqueólogo
descobriu entre a fidalga e a wizard
uma catacumba milenar.

Chamaram tod'os neguinhos
e começaram a cavocar.
Tiraram a tampa da tumba
e do fundo do poço
ouviram um grito de arrepiar:

Que porra é essa?
Exclamou o faraó
Ôo Ôo
Tira a mão das ataduras,
me devolve a dentadura,
senão eu viro pó!

Na tal da vila todo mundo bebe,
na tal da vila todo mundo fuma,
na tal da vila todo mundo come,
e à meia noite nós viramos lobisomem

Em mil novecentos...!

A parte legal da história é que justamente no momento em que o apresentador começou a pedir pra escola clandestina se retirar do desfile, entrou o refrão da música com o "Que porra é essa?!"

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gente, vi o Paul McCartney ao vivo...

Gente, eu vi o Paul McCartney ao vivo e não estou acreditando. Agora vou poder contar pros meus netinhos que eu vi um Beatle ao vivo. Vi ele sorrir, dar pulinhos, dançar, brincar com a platéia de 64 mil pessoas e cantar um monte de músicas que eu amo. Vi vários dos seus jeitinhos, que não mudaram desde os anos 60, quando os Beatles ainda existiam.

Aliás, a maior parte dessa platéia de 64 mil pessoas não era nascida quando os Beatles se separaram (inclusive eu). Incrível, né?

Hoje tive alguns outros primeiros:

Primeira vez no estádio do Morumbi.
Primeira vez vendo uma multidão colossal de cima (posso dizer que foi a vez em que vi mais pessoas na minha vida).
Primeira vez em que vi uma Ola colossal em arquibancada de estádio.
Primeira vez em que participei de uma Ola tão grande.
Primeira vez num show grande.
Primeira vez em que eu entendi o que é um ídolo.

Gente, eu vi o Paul ao vivo. Ou, mais importante, ouvi.

O Paul é provavelmente o cara mais simpático, fofo e talentoso vivo.

Gente, eu vi e ouvi um Beatle ao vivo.

Cantei com ele. Ri das piadas dele. Fiz graça para ele, junto com a multidão, fiz os barulhos estranhos que ele mandou. Ele tocou Eleanor Rigby.

Ele fala português bem, com os erres paulistanos bem redondinhos.

Ele é o Sir Paul McCartney.

Gente, eu vi o Paul tocar ao vivo. :)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Padrão de beleza

Eu nunca parei para pensar em algum motivo específico de eu achar mulheres morenas tão mais bonitas que as loiras (em geral). Sempre defendi o seguinte argumento: o cabelo loiro suaviza as feições, então mesmo as loiras não tão bonitas acabam parecendo mais bonitas. No entanto, justamente porque o cabelo moreno destaca os traços, uma morena bonita será sempre mais bonita que uma loira bonita.

Mas o que acontece é que eu realmente prefiro as morenas, independente de quaisquer teorias, e hoje eu estava pensando no porquê disso.

Comecei com minhas heroínas infantis e infanto-juvenis: Jeniffer Connelly em Labirinto, a Laura Ingalls, a Megera Domada, a Jasmin, Pocahontas, Mulan, Zetta-Jones em Zorro, até mesmo a Natasha em Vamp... minha mãe, minha prima Puca. A Marion de Robin Hood, a Morgana do Rei Arthur, Arwen. Jo das Mulherzinhas, Fleur dos Forsythe. Matilda.

Já as loiras: Bela Adormecida, Cinderela, Mary do jardim secreto, Mary da Laura Ingalls, Gwynevere, Cachinhos Dourados, Rapunzel. Talvez precise de ajuda para lembrar de mais.

A Princesinha se salva bem. Era loiríssima e eu a admirava, assim como à Polianna. A pequena sereia Ariel é um caso dúbio, por ser ruiva... Mas dá para notar a diferença? Para mim, as loiras estavam sempre precisando ser resgatadas, eram frágeis, enquanto as morenas não se intimidavam e muitas vezes participavam ativamente da história.

Também me lembro que durante um longo tempo, eu era a loira do meu meio. Porque a Puca era a minha companheira de aventuras, e era morena, e forte, tomava as decisões, e eu a idolatrava. A Marina, mais loira que eu, era a que devia ser protegida. Sabe o que é engraçado? Tanto eu como a Má gostávamos de ser as meninas fortes, e a Puca gostava de ser a princesa, gostava de ser feminina. Eu queria ter cabelo preto e cacheado, queria vestir macacão e ajudar a montar telhado ou cortar cana. A Marina queria se livrar dos vestidinhos e saltar de pedra em pedra, como Mowgli (outro moreno). Ainda bem que a Renée Zelwegger e a Scarlett Johansson apareceram para me ajudar a amar as loiras fortes também!

Claro que hoje em dia consigo olhar para as pessoas e tentar ver através das suas aparências, mas que o preconceito está em algum lugar do meu subconsciente, está. Fica interferindo na primeira impressão. Interfere na minha compreensão de uma personagem fictícia.

Pelo menos hoje em dia me sinto feliz de cabelos castanhos. A maior parte do tempo!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Natureza x Inteligência

Na verdade, esse foi o motivo pelo qual eu sequer cliquei no botão "publicar nova postagem" hoje. O eco4planet é minha página inicial faz um tempo, e sempre tem artigos interessantes no seu blog.

Hoje, descobri (mas já desconfiava) que os peixes são afetados pela poluição sonora nos oceanos, o que me deixou infeliz, tentando imaginar uma forma de contrabalançar esse efeito, tentando imaginar formas de reduzir o impacto da ocupação humana, e ao mesmo tempo tentando imaginar qual seria a alternativa aos sonares que usamos em barcos hoje. Essa infelicidade durou pouco, porque também li que a Nokia está lançando um carregador de celular que funciona em bicicletas (pedalando acima de 6km/h). Pode parecer um nada, mas achei lindo. Mas o que me fez mais feliz ainda, foi esta matéria aqui:

Bactéria presente no solo pode melhorar o aprendizado e reduzir a ansiedade

Sabe o que diz? Ratinhos que ingerem essa bactéria conseguem resolver problemas com muito mais facilidade que ratinhos que não ingeriram. E outra coisa, há efeitos a longo prazo, mas são reduzidos. Para manter o "coeficiente de inteligência" alto, é preciso se expor freqüentemente à bactéria. O que ela faz não ficou muito claro, além de que "pode estimular o crescimento de alguns neurônios e melhorar a capacidade de aprendizado" e "que ratos que receberam os microorganismos mortos aumentaram seus níveis de serotonina e diminuiu a ansiedade".

Ou seja: crianças que brincam na terra, na lama, no mato, que inalam essas bactérias com freqüência... têm um estímulo de aprendizado. E melhor ainda... aparentemente, os adultos também. Ou seja, vamos viajar pro mato! Vamos criar nossos filhos no mato! Consegui a desculpa perfeita!

Feriado

um pequeno resumo dessa semana, que foi boa:

na terça, assisti Alice, e gostei muito.

na quarta, cheguei em casa e jantei sozinha com a mamis, abrimos um vinho e ela falou que queria ir no cinco a seco comigo e com as meninas. escrevi uns 3 minicontos.

na quinta, foi o dia mais chato em muito tempo, eu não queria fazer nada na internet, fiquei bodeada o dia inteiro, até que descobri uma flashmob pra ir às 17h, e ao mesmo tempo os meninos ligaram para perguntar qual era o programa do dia. fomos no bowl in jaguaré, que é boliche, fliperama, jogos diversos (pebolim, sinuca), videokê, lanchonete. fomos Marcos, Fê, Caio, Alex e eu. foi bem divertido, jogamos duas partidas de boliche, dançamos no DDR (lógico que fui mal, simplesmente não tenho essa coordenação toda), tomamos um chopp, depois fomos pro videoke. cantamos algumas músicas, e o caio até conseguiu me fazer dançar, não pareceu tão impossível quanto da última vez que tentei. terminamos a noite no Finnegans, com a Polá, Sara e Diego.

na sexta, acordei tarde, meu avô veio almoçar em casa, fiquei na sala com ele, assistindo tv com meu note no colo, conversamos um pouco, mas ele logo dormiu. minha mãe saiu para levar meu vô na farmácia e pra casa, e quando ela me disse que a marina não atendia o telefone, fiquei preocupada e me lembrei que não falava com a má desde as 16h do dia anterior (e ela estava com um carro). mandei uma mensagem pedindo notícias, e liguei pro Diogo (ela deveria ter ido assistir filme com ele à noite), mas ele não sabia onde ela estava, nem com quem. depois de um momento de desespero da minha parte (no qual pensei em hospitais, delegacias, sequestradores, e me forcei a ficar calma), ligamos pro Poro, que deu o telefone do Shalom e mais os nomes de alguns amigos que poderiam saber onde ela estava. Felizmente, ela estava com o Shalom, vindo pra casa, e pediu desculpas por não dar notícias. eu só fiquei feliz por ela estar bem, e me lembrei de que más notícias chegam rápido. a vivi chegou cedo, ficamos assistindo friends e esperando a janta. a má chegou, fez as malas pra viajar, saiu, a mamis chegou, jantamos e fomos pro cinco a seco mais cedo que o normal (afinal, estava chovendo e ia lotar o saguão de espera do show). esperamos tomando um vinho, vimos os pedros e o dani chegarem, conversamos, foi bom. sentamos novamente na primeira fila, e o show foi lindo, mesmo o pequeno defeito que deu na "deixe estar". depois, vinho e papo na casa da mamis, voltamos, a vivi dormiu aqui.

sábado foi tranquilo, acordei tarde, assisti "o jardim secreto", fizemos fondue no winesday, acabou vindo bastante gente, muito gostoso. acabei ficando um pouco enjoada do vinho, mas não teve problema. o pessoal foi embora lá pelas 2h30.

domingo foi sussa, filmes, gatos... ah, é, na quinta eu também fui à cobasi, e lá, curiosamente, tinha um porsche conversível no estacionamento. completamente anacrônico (ou o similar para fora de lugar). fiquei imaginando que tipo de animal o dono desse porsche teria, e no final rasguei um pedaço do meu cupom fiscal (para não dar meu CPF junto), escrevi um recadinho bem humorado e deixei no vidro do carro. sem telefone nem nada, não me entendam mal. só pensei que merecia uma pequena piada, e talvez a pessoa sorrisse ao ler. enfim. domingo à noite fomos ao cinema no bourbon, assistir "sex and the city" e comer no outback. o filme tinha potencial, mas aparentemente algum sheik fez um patrocínio que levou as personagens para o oriente médio, nas roupas mais ridículas que eu já vi, com a história mais fraca possível. ainda bem que as batatas, cebola e costelas do outback compensaram tudo.

No final, fiz menos trabalho de francês do que deveria ter feito, e agora tenho que terminar. Acho que hoje foi um post bem "diário de menina", né? Mas às vezes é bom anotar para lembrar alguns dias assim.

domingo, 23 de maio de 2010

Petites Planètes

Um tempo atrás, eu achei por acaso uma foto linda, e descobri o mundo dos small worlds, petites planètes, ou projeção estereográfica.

Basicamente, você tira uma fotografia panorâmica 360 graus, do nadir ao zênite, e depois rotaciona em torno do nadir, deformando conforme a parte superior se estica para fazer a rotação. Fica uma coisa linda, como esta:


(tirada desta galeria)

Os pequenos planetas lembram algo do pequeno príncipe, e eu não consigo evitar a sensação de magia que emana deles. Tem uns tão lindos, outros misteriosos, outros que mostram uma vida de cidade grande, outros despovoados... Porcurem no google! Vou colocar aqui alguns links de planetas que eu gostei, dos que encontrei hoje, mas ainda não achei de novo o planeta que até agora foi o meu preferido, o mais caricato.

Este aqui é uma linda catedral à noite... e este é uma pitoresca vila de pescadores. Explorem o álbum para mais alguns que são lindos, e principalmente urbanos, como este em Veneza.

Gosto particularmente do aspecto de conto solitário deste, da árvore e casinha deste, o aspecto de eclipse que temos neste... Este é uma vilinha medieval, este tem um campo bonito, e este é pouco maior que a raiz das árvores que sustenta. Também gosto deste jardim (by beeloba), mas se eu for colocar todos os que eu gostei, não vou acabar nunca.

Também há os que começam a fazer coisas diferentes, como esta, e há os que rotacionam em torno do zênite, fazendo túneis assim.

Aqui tem um video de uma divulgação de um evento, que usa alguns planetinhas.

É isso, só queria compartilhar com vocês.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Domingo

Domingo foi um dia bonito.

Fui pegar o Trem das Onze na Luz, com meu pai. Passeamos no parque da Luz e fomos na Pinacoteca. Comemos coxinha e conversamos.

Depois, o Ziza veio aqui em casa, com Alê e filhos. O Bruno chegou primeiro no portão e já perguntou se a Alice estava aqui. Não. Ele é uma gracinha. Depois, quando eu estava assistindo o Ennzo jogar videogame, o Ziza sentou do lado e ficou conversando comigo. Sobre o coração.

Sabe, família é o máximo mesmo. Quem imaginaria meu tio me dando esse tipo de apoio?

Fora isso, ainda estou gripada. Aposto o que vocês quiserem que é psicossomático.

Isso quer dizer que até amanhã ou depois eu saro, porque cansei.

Ditado

Sabe, eu nunca acreditei quando as pessoas diziam "longe dos olhos, longe do coração".

Sempre tive pessoas muito entranhadas no meu coração que estão indeterminadamente longe dos meus olhos.

Mas agora talvez seja a hora de aprender a fazer esse ditado virar verdade.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Noite

Esta noite de hoje está fria, e minha garganta dói. Mas achei o reminiscente de uma outra noite mais bela, de tanto tempo atrás, novamente 2003.

Noite

Ah... o ar da noite é pura magia.
Esse cheiro de dia terminando, esfriando, as emoções acalmando, Deus não podia ter inventado coisa melhor que esse suave frescor... O cheiro que vem no vento é tudo, é nada, é um pouco da vida da gente, tudo isso catalisado e acalmado, o burburinho vai diminuindo paradar lugar às atividades delícias da noite... barzinhos, banhos, cafés, livros nas varandas... e as baladas, com suas meninas ensandecidas, rapazes instintivados e drogas e música e loucuras, as baladas se isolam desse ar sadio, mas dele aproveitam a escuridão e a diversidade de vida que por ele passou.

A noite é dos corações inquietos.
É da lua. Das corujas. Dos automóveis. Das pessoas e dos cães vadios... A noite após a pizzaria foi a Paulista e seus carros exibicionistas, os recantos entre os prédios, os riacho entre as flores, conversa ao luar, violão no coração de São Paulo.

A noite é mãe de amores, é avó de paixões, babá dos enamorados. Cuida dos gatos nos telhados e dos mendigos dormindo sob as barracas nas quais de dia vendem artigos mil.

É a noite.

A noite me traz uma melancolia repleta de satisfação.
E meu irmão me traz uma serenata de amor.

domingo, 9 de maio de 2010

Janela

Vou colocar aqui um texto que escrevi anos atrás, mais precisamente em 2003. Até é baseado em fatos reais, mas é principalmente uma obra literária.

Janela

Do meu telhado, eu vejo uma janela. De fato, vejo muitas. Algumas sempre abertas, outras nunca. Há aquelas com flores, e as sisudas, as cheias de gatos. Aquela uma, porém, é mistério. Havia um dinossauro de montar fosforescente. Sumiu. Havia uma guitarra. Desapareceu. Inúmeras vezes as venezianas abertas me mostraram as portas escuras do armário aberto. Ainda outras, roupas no peitoril.

No entanto, nunca nela vi gente. Gente nenhuma. Movimento nulo. Mistério.

A janela me observava. Eu andava no telhado. Cantava com minha irmã. Jogava bola. Buscava bola. Fazia churrasco. Varria. Chovia. A janela me observando, sempre.

Ela sabia de meus segredos, dos choros secretos nos recantos das telhas, das músicas alegres, das lições de matemática, e eu, que sabia dela? Sabia que era puro medo, um olhar sempre presente, avassalador.

Passaram-se anos.

E ele me vira: você é minha vizinha!
Eu: hein?
Eu já te vi no telhado!
Mas como?
A janela é minha.

Os minutos. Ele sabia de tudo de mim. O que eu sabia?

Era seu o dinossauro da janela?
Ele: nossa.
Medo.

Era tudo o que eu sabia. Ele sabia tudo. Mas ele invadia o telhado, eu invadi o quarto. Surpresa.

Por que no telhado?
Por que o dinossauro?

Encaramo-nos. Insustentáveis. Dois que se sabiam em detalhes indizíveis e insabíveis. Começo de tudo?

Fim de tudo.

Não subi no telhado.
Ele fechou a janela.
Mudamos de casa.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Comentário sobre a polêmica

Acho que eu não deixei claro o quão carnal, pessoal, selvagem, visceral, absolutamente individual, é a decisão da mulher sobre seu próprio corpo ou seu próprio filho.

Não consegui passar exatamente meus sentimentos no assunto, mas fica pra próxima.

PS: Ná, saudades!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Polêmica

Hoje eu estava lendo sobre um dos temas mais polêmicos da humanidade atual: o aborto.

Aparentemente, o cerne da discussão gira em torno de se definir em que momento da gravidez o feto é considerado uma vida humana ou não. Digo vida humana, porque se formos defender o direito à vida, não podemos comer nem plantas. Há os que digam que a partir do momento em que houve fecundação, o feto já é um ser humano e, portanto, torna-se assassinato eliminá-lo. Há os que digam que isso só passar a ser assim a partir da 12a semana, quando os receptores neurais já estão mais desenvolvidos.

Sinceramente, andei lendo descrições do procedimento de aborto de bebês mais formados e fiquei um pouco horrorizada - a partir do momento em que se deve parti-lo antes de retirá-lo... já se torna demais para mim.

Mas essa sou eu. O que andei pensando é que o fato da discussão girar em torno disso talvez seja uma intelectualização absurda de algo que é muito mais inerente à natureza. E apesar de saber que há muitas mulheres contra o aborto, ainda acho que não deixa de ser uma discussão um tanto machista. Para mim, é essencial o sentimento da mulher nessa história. Sendo mulher, eu sinto que alguém que fosse forçada a gerar e criar um filho que ela não quis, é bem possível que rejeite a criança. Eu, pessoalmente, acho que não rejeitaria, mas consigo entender plenamente o sentimento, e nunca forçaria uma mulher a ter um filho.

Na natureza, os animais matam filhotes recém nascidos o tempo todo. E não são só os defeituosos - eles matam se há filhotes demais para o número de mamas, se a comida está escassa, ou por motivos que nem desconfiamos - simplesmente se deitam sobre a cria. As mulheres humanas praticam abortos aos milhares desde que existe tradição oral. Desde sempre existiram ervas, mandingas, procedimentos dos mais diversos. Desde sempre, as mulheres arriscam a própria vida para não gerar filhos.

Como é que você vira para alguém e diz - se vira, inche, engorde, tenha enjôos, sue, coma feito uma condenada, largue os estudos, saia do trabalho, desista dos seus planos dos próximos 5, 10, 20 anos, chore, se sinta mal, passe pela dor do parto, ganhe um bebê, tenha as dores da amamentação, arranje novas amigas, procure escola, pague a escola, dê vacinas... Esqueça a sua vida em prol dessa pequena célula que está aí dentro de você.

Lógico, você fez besteira, você que se vire - com isso eu concordo. Mas eu não vou nunca forçar ninguém a ter um filho. Por mais que a experiência seja maravilhosa, a dor de cabeça também é, e você tem que estar preparada para aceitá-la. É uma tarefa enorme, que vai durar o resto da sua vida.

Sem contar que o aborto é um problema de saúde pública. Hoje, a maior parte das organizações pró-aborto procuram reduzir os problemas que ocorrem devido a abortos ilegais e mail feitos, mais do que querem realmente defender a idéia de que um feto é ou não é um ser humano.

Hoje em dia, minha posição é essa: eu não recomendo o aborto, mas acho que a mãe deve decidir. Se eu tiver a oportunidade de argumentar com a pessoa, vou tentar convencê-la a manter o filho, mas obrigar, nunca.

Lógico - aqui no Brasil o aborto é ilegal. É crime, assassinato. São palavras fortes o suficiente para pesar na consciência de qualquer uma.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ô, vida

Às vezes é complicada demais.

Hoje foi um dia interessante. Redescobri uns escritos de uma época antiga, 2003 para antes. Essa parte foi boa, me lembrou de paixonites antigas e outras não tão antigas, começo de namoro e até dúvidas da época. Me deixou com um gostinho bom de nostalgia na boca.

Conversei um pouco com a Má, ouvi uma música legal no YouTube, e decidi que ia ver Avatar, porque afinal deve ser a última semana em que isso está no cinema.

Essa foi a parte um pouco mais chata, a de decidir, porque eu ia ver com o Alex, mas nunca chegamos a ir. Tentei ligar pro Caio às 19h30, a sessão era às 20h40, e ele estava na aula. Fiquei de bode, quase desisti, mas peguei a bolsa para sair, na sala tive a idéia de avisar/convidar meu pai, e ele foi comigo.

Gostei do filme, lógico que adorei os animais, a ligação linda que eles fazem com as pessoas, fiquei um pouco chocada com o tanto de mortes, de ambos os lados. As mortes humanas ficaram um pouco desvalorizadas, para um povo que prezava tanto a vida.

Anyway. Boanoitetchau.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ser designer - parte II

Vou começar citando a Marina, porque ela escreveu uma coisa que venho sentindo desde que voltei pro mundo blog, e espelho completamente seus sentimentos:

"Hoje eu li o blog da minha irmã e resolvi deixar um comentário. É meio engraçado como mesmo que não nos encontremos ou conversemos tanto assim sinto que nós duas estamos sempre em sincronia. Vivemos coisas diferentes, tomamos decisões diferentes, mas eu quase sempre me identifico muito com o que ela pensa. É meio difícil isso de estar tão próxima de alguém que tem uma vida diferente. Acho que é difícil não querer às vezes estar na pele dela. É claro que sinto esse tipo de coisa em relação a todas as pessoas que admiro, mas é mais freqüente neste caso."

E vou continuar comentando no que ela disse no blog dela. Isso é pra Mali, para meus amigos designers ou arquitetos, para minha família, ou qualquer um que se interesse.

Sou péssima em projeto.

Sou mesmo. Eu me acho inteligente, tudo bem, e acho que consigo enxergar as coisas de pontos de vistas variados, gosto muito de pensar nos processos e nas pessoas, acabo fazendo projetos porque preciso (no escritório ou na vida). But I suck at it. Sou boa analista, consigo chegar em um programa razoável, consigo enxergar consistência ou não, posso pensar em dez formas diferentes de resolver um problema - mas não consigo sair de uma folha em branco sem me forçar às lágrimas. Quando começo, preciso criar umas 15 opções que são tudo - feias, desajeitadas, molengas, inadequadas, completamente erradas, sem graça, sem vida, parece a mesa de centro da bisavó, ou então é amalucado sem razão de ser, inconsistente. Preciso desenhar sem pensar (e aliás não desenho bem), e preciso olhar para os desenhos sem avaliar muito - ou acabo desistindo. Até chegar em uma solução que eu não deteste.

Projeto é uma tortura infinita.

Depois, com avaliação do orientador (teve um que chegou a rabiscar coisas no meu desenho), fica mais fácil, pois entro na parte que eu consigo fazer - avaliar, pesar critérios, modificar, melhorar. E mesmo assim, cada vez que isso significa uma reestruturação do desenho, é penoso. Nunca tão penoso quanto o começo, mas ainda assim horrível.

Só consegui levar a FAU porque a maioria dos trabalhos era em grupo, ou ao menos duplas. Com feedback, com outras pessoas para dar pitaco e rabiscar junto, tudo fica infinitamente mais fácil. Ou seja, fica até factível. Mas, como eu disse no sábado, prefiro não projetar. Prefiro usar o que eu sei fazer, e aquilo no qual me considero até boa - coordenar, pegar as idéias boas e organizar, resolver problemas, trabalhar com gente, não com o projeto em si.

Vou dizer que era frustrante ver os outros alunos com desenhos razoáveis em algumas horas, e eu conseguindo definir uma planta que prestava depois de semanas. Muitas vezes pensei em desistir. Só não desisti porque tinha o Alex, as pessoas, e eu ainda acho projeto uma coisa linda. Mas tudo bem - eu sempre soube que arquitetura seria difícil - sempre. Escolhi o curso porque era algo em que eu teria dificuldade - e muitas vezes me arrependi. Fugir do seu talento nem sempre é a melhor idéia, nem para você, nem para o mundo.

Não que eu não tenha me encontrado lá, de certa forma. Mesmo dentro do paisagismo - cujo desenho é uma derivação quase direta do programa - o que facilita muito. Só espero conseguir cantar na minha própria nota. Não busco mais nada. (como se fosse pouco...)