Sabe, eu nunca acreditei quando as pessoas diziam "longe dos olhos, longe do coração".
Sempre tive pessoas muito entranhadas no meu coração que estão indeterminadamente longe dos meus olhos.
Mas agora talvez seja a hora de aprender a fazer esse ditado virar verdade.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Ser designer - parte II
Vou começar citando a Marina, porque ela escreveu uma coisa que venho sentindo desde que voltei pro mundo blog, e espelho completamente seus sentimentos:
"Hoje eu li o blog da minha irmã e resolvi deixar um comentário. É meio engraçado como mesmo que não nos encontremos ou conversemos tanto assim sinto que nós duas estamos sempre em sincronia. Vivemos coisas diferentes, tomamos decisões diferentes, mas eu quase sempre me identifico muito com o que ela pensa. É meio difícil isso de estar tão próxima de alguém que tem uma vida diferente. Acho que é difícil não querer às vezes estar na pele dela. É claro que sinto esse tipo de coisa em relação a todas as pessoas que admiro, mas é mais freqüente neste caso."
E vou continuar comentando no que ela disse no blog dela. Isso é pra Mali, para meus amigos designers ou arquitetos, para minha família, ou qualquer um que se interesse.
Sou péssima em projeto.
Sou mesmo. Eu me acho inteligente, tudo bem, e acho que consigo enxergar as coisas de pontos de vistas variados, gosto muito de pensar nos processos e nas pessoas, acabo fazendo projetos porque preciso (no escritório ou na vida). But I suck at it. Sou boa analista, consigo chegar em um programa razoável, consigo enxergar consistência ou não, posso pensar em dez formas diferentes de resolver um problema - mas não consigo sair de uma folha em branco sem me forçar às lágrimas. Quando começo, preciso criar umas 15 opções que são tudo - feias, desajeitadas, molengas, inadequadas, completamente erradas, sem graça, sem vida, parece a mesa de centro da bisavó, ou então é amalucado sem razão de ser, inconsistente. Preciso desenhar sem pensar (e aliás não desenho bem), e preciso olhar para os desenhos sem avaliar muito - ou acabo desistindo. Até chegar em uma solução que eu não deteste.
Projeto é uma tortura infinita.
Depois, com avaliação do orientador (teve um que chegou a rabiscar coisas no meu desenho), fica mais fácil, pois entro na parte que eu consigo fazer - avaliar, pesar critérios, modificar, melhorar. E mesmo assim, cada vez que isso significa uma reestruturação do desenho, é penoso. Nunca tão penoso quanto o começo, mas ainda assim horrível.
Só consegui levar a FAU porque a maioria dos trabalhos era em grupo, ou ao menos duplas. Com feedback, com outras pessoas para dar pitaco e rabiscar junto, tudo fica infinitamente mais fácil. Ou seja, fica até factível. Mas, como eu disse no sábado, prefiro não projetar. Prefiro usar o que eu sei fazer, e aquilo no qual me considero até boa - coordenar, pegar as idéias boas e organizar, resolver problemas, trabalhar com gente, não com o projeto em si.
Vou dizer que era frustrante ver os outros alunos com desenhos razoáveis em algumas horas, e eu conseguindo definir uma planta que prestava depois de semanas. Muitas vezes pensei em desistir. Só não desisti porque tinha o Alex, as pessoas, e eu ainda acho projeto uma coisa linda. Mas tudo bem - eu sempre soube que arquitetura seria difícil - sempre. Escolhi o curso porque era algo em que eu teria dificuldade - e muitas vezes me arrependi. Fugir do seu talento nem sempre é a melhor idéia, nem para você, nem para o mundo.
Não que eu não tenha me encontrado lá, de certa forma. Mesmo dentro do paisagismo - cujo desenho é uma derivação quase direta do programa - o que facilita muito. Só espero conseguir cantar na minha própria nota. Não busco mais nada. (como se fosse pouco...)
"Hoje eu li o blog da minha irmã e resolvi deixar um comentário. É meio engraçado como mesmo que não nos encontremos ou conversemos tanto assim sinto que nós duas estamos sempre em sincronia. Vivemos coisas diferentes, tomamos decisões diferentes, mas eu quase sempre me identifico muito com o que ela pensa. É meio difícil isso de estar tão próxima de alguém que tem uma vida diferente. Acho que é difícil não querer às vezes estar na pele dela. É claro que sinto esse tipo de coisa em relação a todas as pessoas que admiro, mas é mais freqüente neste caso."
E vou continuar comentando no que ela disse no blog dela. Isso é pra Mali, para meus amigos designers ou arquitetos, para minha família, ou qualquer um que se interesse.
Sou péssima em projeto.
Sou mesmo. Eu me acho inteligente, tudo bem, e acho que consigo enxergar as coisas de pontos de vistas variados, gosto muito de pensar nos processos e nas pessoas, acabo fazendo projetos porque preciso (no escritório ou na vida). But I suck at it. Sou boa analista, consigo chegar em um programa razoável, consigo enxergar consistência ou não, posso pensar em dez formas diferentes de resolver um problema - mas não consigo sair de uma folha em branco sem me forçar às lágrimas. Quando começo, preciso criar umas 15 opções que são tudo - feias, desajeitadas, molengas, inadequadas, completamente erradas, sem graça, sem vida, parece a mesa de centro da bisavó, ou então é amalucado sem razão de ser, inconsistente. Preciso desenhar sem pensar (e aliás não desenho bem), e preciso olhar para os desenhos sem avaliar muito - ou acabo desistindo. Até chegar em uma solução que eu não deteste.
Projeto é uma tortura infinita.
Depois, com avaliação do orientador (teve um que chegou a rabiscar coisas no meu desenho), fica mais fácil, pois entro na parte que eu consigo fazer - avaliar, pesar critérios, modificar, melhorar. E mesmo assim, cada vez que isso significa uma reestruturação do desenho, é penoso. Nunca tão penoso quanto o começo, mas ainda assim horrível.
Só consegui levar a FAU porque a maioria dos trabalhos era em grupo, ou ao menos duplas. Com feedback, com outras pessoas para dar pitaco e rabiscar junto, tudo fica infinitamente mais fácil. Ou seja, fica até factível. Mas, como eu disse no sábado, prefiro não projetar. Prefiro usar o que eu sei fazer, e aquilo no qual me considero até boa - coordenar, pegar as idéias boas e organizar, resolver problemas, trabalhar com gente, não com o projeto em si.
Vou dizer que era frustrante ver os outros alunos com desenhos razoáveis em algumas horas, e eu conseguindo definir uma planta que prestava depois de semanas. Muitas vezes pensei em desistir. Só não desisti porque tinha o Alex, as pessoas, e eu ainda acho projeto uma coisa linda. Mas tudo bem - eu sempre soube que arquitetura seria difícil - sempre. Escolhi o curso porque era algo em que eu teria dificuldade - e muitas vezes me arrependi. Fugir do seu talento nem sempre é a melhor idéia, nem para você, nem para o mundo.
Não que eu não tenha me encontrado lá, de certa forma. Mesmo dentro do paisagismo - cujo desenho é uma derivação quase direta do programa - o que facilita muito. Só espero conseguir cantar na minha própria nota. Não busco mais nada. (como se fosse pouco...)
sábado, 3 de abril de 2010
Xplosion
Olha.
Eu acabei de descobrir que talvez eu seja uma pessoa histérica em momentos de perigo.
Não que eu tenha reparado em mim mesma. No momento em que a nossa prosaica pintura de ovos cozidos foi interrompida por um *POC* e um chiado bem alto, olhei para as panelas (de onde pareceu vir o som), respirei fundo e não senti cheiro de gás (portanto era lá fora), e saí correndo. Berrei "PAAAI!!!" em direção ao quarto, e de novo em direção à garagem (não vi que ele estava passando atrás de mim), peguei minha bolsa e havaianas no quarto, passei na sala, vi que a Tigrinha ainda estava deitada no sofá, corri para pegá-la, alcancei todo mundo na porta da frente. Meu pai gritou para achar o telefone da Ultragaz, voltei pro computador, peguei um dos números e saí. Alguém tinha sumido com a chave do portãozinho e todos se sentiram meio estúpidos de estarmos fora da casa num espaço pequeno e sem poder sair pra rua, então fomos para o jardim. O cheiro de gás já estava subindo, eu e minha mão ligando pros bombeiros (deveríamos ligar pra Ultragaz - na próxima já sabemos). Enquanto eu ligava e discutia com uma mocinha que me disse para colocar o bujão em local arejado (imagine eu carregando isso - 3 bujões de 45 litros que já estão em local arejado), não acender a luz (deveria ter dito para não apagar também) e esperar esvaziar, minha mãe tinha colocado meu pai no telefone com outra atendente que o mandou checar o bujão e ver se dava para fechar a válvula. Ele desceu, com a respiração presa, fechou um, subiu, respirou, desceu, fechou outro.
Aparentemente um deles veio com pressão demais e estourou uma mangueira.
Ficamos lá fora, terminando os ovos, por uma meia hora, e a Marina me contou que eu parecia histérica. Ela ficou calma quando viu meu pai indo para o centro da confusão ver o que estava acontecendo. Pois é.
Aparentemente, tenho que aprender a ser uma pessoa controlada em emergências. Bolas. Eu tinha um ideal tão lindo de que eu poderia ajudar os outros ao invés de atrapalhar, e agora já não tenho certeza.
Não sou uma pistoleira - meu pai é. Minha irmã talvez seja também, sei lá. (referência de A Torre Negra)
Eu acabei de descobrir que talvez eu seja uma pessoa histérica em momentos de perigo.
Não que eu tenha reparado em mim mesma. No momento em que a nossa prosaica pintura de ovos cozidos foi interrompida por um *POC* e um chiado bem alto, olhei para as panelas (de onde pareceu vir o som), respirei fundo e não senti cheiro de gás (portanto era lá fora), e saí correndo. Berrei "PAAAI!!!" em direção ao quarto, e de novo em direção à garagem (não vi que ele estava passando atrás de mim), peguei minha bolsa e havaianas no quarto, passei na sala, vi que a Tigrinha ainda estava deitada no sofá, corri para pegá-la, alcancei todo mundo na porta da frente. Meu pai gritou para achar o telefone da Ultragaz, voltei pro computador, peguei um dos números e saí. Alguém tinha sumido com a chave do portãozinho e todos se sentiram meio estúpidos de estarmos fora da casa num espaço pequeno e sem poder sair pra rua, então fomos para o jardim. O cheiro de gás já estava subindo, eu e minha mão ligando pros bombeiros (deveríamos ligar pra Ultragaz - na próxima já sabemos). Enquanto eu ligava e discutia com uma mocinha que me disse para colocar o bujão em local arejado (imagine eu carregando isso - 3 bujões de 45 litros que já estão em local arejado), não acender a luz (deveria ter dito para não apagar também) e esperar esvaziar, minha mãe tinha colocado meu pai no telefone com outra atendente que o mandou checar o bujão e ver se dava para fechar a válvula. Ele desceu, com a respiração presa, fechou um, subiu, respirou, desceu, fechou outro.
Aparentemente um deles veio com pressão demais e estourou uma mangueira.
Ficamos lá fora, terminando os ovos, por uma meia hora, e a Marina me contou que eu parecia histérica. Ela ficou calma quando viu meu pai indo para o centro da confusão ver o que estava acontecendo. Pois é.
Aparentemente, tenho que aprender a ser uma pessoa controlada em emergências. Bolas. Eu tinha um ideal tão lindo de que eu poderia ajudar os outros ao invés de atrapalhar, e agora já não tenho certeza.
Não sou uma pistoleira - meu pai é. Minha irmã talvez seja também, sei lá. (referência de A Torre Negra)
quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Brinco de ouro
Hm
Deixa eu falar o que eu estou pensando agora, depois o resto do dia.
Acabei de desligar o telefone... sabe, realmente, parece que eu não dou a mínima para ninguém. Parece demais, sei lá, eu queria tanto ter o poder de fazer as pessoas entenderem que eu ligo, apesar de não fazer tantas coisas, apesar de tantas mancadas! Mas é verdade, eu dou tantas mancadas! Não sei como a Mayra não desistiu de mim ainda, puxa, será que acontece o que comigo, que não seguro as pessoas? Ou será que eu realmente me acho tanto que só fico com as pessoas até elas se resolverem na vida e depois deixo-as seguir como quiserem, felizes? Foi sempre um pouco assim... veja a Ale, depois da fase crítica dela, eu me afastei... e ela teve que me pegar de volta... de um jeito que deu um pouco certo. Quer dizer, não é que eu deixe de amar, mas deixo de ser necessária. Que raio de megalomania absurda! Ou vai ver é insegurança mesmo (papel de coitadinha ligado, ne) e eu invento a desculpa para não depender de ninguém... para não correr o risco de depender de alguém que não dependa de mim. AFE! Vamos deixar isso descansar e ver.
Não sei porque, mas meus pais "me desaconselharam" a fazer as últimas coisas que tenho tido vontade de fazer... Viagem, filme, tal. Acho que eu podia ter fincado pé. Mas não faço isso, afinal, eles sempre deixaram tudo... 'As vezes talvez seja isso que meus amigos querem que eu faça por eles, lute um pouquinho. E eles merecem. Todos. Ah!
Não sei o que eu faço.
Como dizem, é a TPM.
Minha mãe é outra que está se sentindo negligenciada. E me perguntou se TPM é motivo para grosseria. Não é não. Desculpe, mãe. Desculpe, gente. Eu ainda não virei gente não.
Hoje eu estava de super bom humor, cheguei cedo depois da (PRIMEIRA) aula da auto-escola, ficamos jogando baralho, almoçamos, afe, enfim eu estava muito primavera! Poxa, foi tão bom pensar que mesmo depois de ONZE meses eu estava começando a dirigir, que eu poderia fazer trabalho na aula da tarde, e tudo azul! Hehe
Mas APESAR disso tudo, chegou no fim do dia e eu pirei, sei lá! Tudo bem, os meninos viraram e falaram: agora o jogo é outro, vira a carta e a gente bate na Talita (hehe, parece muito mais violento escrito, mas o jogo era tapão e era só zoeira). E BATERAM! Tudo bem, foi que nem cócegas, mas eu entrei em bersek, primeiro brincando, só para acabar com aquilo, mas sei lá, gostei de chutar as cadeiras! Acho que assustei um pouco, pelo menos o Pompílio, que veio pedir desculpas e tal... Desculpas peço eu, aí, ignorantando sem precisar! Tudo bem que alguma coisa do que eles fizeram não desceu bem... mas eu não precisava ter reagido (não sei até que ponto foi atuação e onde virou loucura) tanto! Ora, eu nunca tive belas TPMs!
hahaha O Alex até falou que era, mas, na parte de que ele falou, ainda era brincadeira. E eles realmente me encheram. >:)
PUF
Vou parar de ficar me justificando pro mundo e pra mim mesma. Ou não vou. Sei lá...
é isso: sei lá...
Porque a gente que é pombo sente medo, mas só voa quando o perigo chega perto...
Ah! Coloquei meu brinquinho de argolinha de novo, para ver se um ouro faz meus furos cicatrizarem direito...
Ufs
Boa noite! Beijo... tchau!
:: Enviado por pombalita - 23:00:25 ::
Deixa eu falar o que eu estou pensando agora, depois o resto do dia.
Acabei de desligar o telefone... sabe, realmente, parece que eu não dou a mínima para ninguém. Parece demais, sei lá, eu queria tanto ter o poder de fazer as pessoas entenderem que eu ligo, apesar de não fazer tantas coisas, apesar de tantas mancadas! Mas é verdade, eu dou tantas mancadas! Não sei como a Mayra não desistiu de mim ainda, puxa, será que acontece o que comigo, que não seguro as pessoas? Ou será que eu realmente me acho tanto que só fico com as pessoas até elas se resolverem na vida e depois deixo-as seguir como quiserem, felizes? Foi sempre um pouco assim... veja a Ale, depois da fase crítica dela, eu me afastei... e ela teve que me pegar de volta... de um jeito que deu um pouco certo. Quer dizer, não é que eu deixe de amar, mas deixo de ser necessária. Que raio de megalomania absurda! Ou vai ver é insegurança mesmo (papel de coitadinha ligado, ne) e eu invento a desculpa para não depender de ninguém... para não correr o risco de depender de alguém que não dependa de mim. AFE! Vamos deixar isso descansar e ver.
Não sei porque, mas meus pais "me desaconselharam" a fazer as últimas coisas que tenho tido vontade de fazer... Viagem, filme, tal. Acho que eu podia ter fincado pé. Mas não faço isso, afinal, eles sempre deixaram tudo... 'As vezes talvez seja isso que meus amigos querem que eu faça por eles, lute um pouquinho. E eles merecem. Todos. Ah!
Não sei o que eu faço.
Como dizem, é a TPM.
Minha mãe é outra que está se sentindo negligenciada. E me perguntou se TPM é motivo para grosseria. Não é não. Desculpe, mãe. Desculpe, gente. Eu ainda não virei gente não.
Hoje eu estava de super bom humor, cheguei cedo depois da (PRIMEIRA) aula da auto-escola, ficamos jogando baralho, almoçamos, afe, enfim eu estava muito primavera! Poxa, foi tão bom pensar que mesmo depois de ONZE meses eu estava começando a dirigir, que eu poderia fazer trabalho na aula da tarde, e tudo azul! Hehe
Mas APESAR disso tudo, chegou no fim do dia e eu pirei, sei lá! Tudo bem, os meninos viraram e falaram: agora o jogo é outro, vira a carta e a gente bate na Talita (hehe, parece muito mais violento escrito, mas o jogo era tapão e era só zoeira). E BATERAM! Tudo bem, foi que nem cócegas, mas eu entrei em bersek, primeiro brincando, só para acabar com aquilo, mas sei lá, gostei de chutar as cadeiras! Acho que assustei um pouco, pelo menos o Pompílio, que veio pedir desculpas e tal... Desculpas peço eu, aí, ignorantando sem precisar! Tudo bem que alguma coisa do que eles fizeram não desceu bem... mas eu não precisava ter reagido (não sei até que ponto foi atuação e onde virou loucura) tanto! Ora, eu nunca tive belas TPMs!
hahaha O Alex até falou que era, mas, na parte de que ele falou, ainda era brincadeira. E eles realmente me encheram. >:)
PUF
Vou parar de ficar me justificando pro mundo e pra mim mesma. Ou não vou. Sei lá...
é isso: sei lá...
Porque a gente que é pombo sente medo, mas só voa quando o perigo chega perto...
Ah! Coloquei meu brinquinho de argolinha de novo, para ver se um ouro faz meus furos cicatrizarem direito...
Ufs
Boa noite! Beijo... tchau!
:: Enviado por pombalita - 23:00:25 ::
quinta-feira, 2 de outubro de 2003
Vira vira vira
engraçado o que eu estou virando
engordei
estou comendo
mais mau humor
menos atividade
menos gosto das coisas
mas no fim as coisas ainda delícia...
Mas sabe eu nem sempre sei mexer com gente... e gosto tanto.
Principalmente não sei mexer comigo. Sou meio burra para isso.
Afs. Será que a Maria é quem sabia...
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não
O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração
Teresinha
Chico Buarque/1977-1978
Para a peça ópera do malandro, de Chico Buarque
Linda música... verdade bela. Eu queria era saber... puxo tantas opiniões dos outros que acabo sem a minha... quero tanto saber.
Descobri que acho que sei demais. Procuro sempre resposta para tudo, e 'as vezes acabo soltando coisas semi inventadas, daquela memória que eu acho que é, mas nem sempre é... Eu sempre acho que já ouvi tudo, que conheço tudo, nem que seja de vista... TA ERRADO, NAO TA!
Queria fazer remo amanhã.
:: Enviado por pombalita - 23:02:23 ::
engordei
estou comendo
mais mau humor
menos atividade
menos gosto das coisas
mas no fim as coisas ainda delícia...
Mas sabe eu nem sempre sei mexer com gente... e gosto tanto.
Principalmente não sei mexer comigo. Sou meio burra para isso.
Afs. Será que a Maria é quem sabia...
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não
O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração
Teresinha
Chico Buarque/1977-1978
Para a peça ópera do malandro, de Chico Buarque
Linda música... verdade bela. Eu queria era saber... puxo tantas opiniões dos outros que acabo sem a minha... quero tanto saber.
Descobri que acho que sei demais. Procuro sempre resposta para tudo, e 'as vezes acabo soltando coisas semi inventadas, daquela memória que eu acho que é, mas nem sempre é... Eu sempre acho que já ouvi tudo, que conheço tudo, nem que seja de vista... TA ERRADO, NAO TA!
Queria fazer remo amanhã.
:: Enviado por pombalita - 23:02:23 ::
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