terça-feira, 18 de outubro de 2011

Lanchinho da meia-noite

mais microondas quebrado =



Não foi tão simples assim. O microondas está quebrado há mais de uma semana, e estamos nos acostumando a esquentar comida na panela, requentar torta no fogo, até andei testando para ver se era mais gostoso arroz requentado com um pouco de azeite ou melhor jogar um pouco de água (se você gosta do arroz mais paposo, use água).

Hoje, foi assim:

- Hm, está frio! Quero um chá!
- Estou com fominha, talvez um chá com bolachas?
*não tem bolachas*
- Então um chá com sanduíche?
*o sanduíche vai ser com queijo frio, e vai demorar muito para esquentar no tostex... e, convenhamos, você nem quer um sanduíche tanto assim*
- Ok... um café da manhã, então, leite quente com granola e aveia...
*pego a aveia e lembro que quando criança eu gostava de mingau... será que tem a receita na caixa da aveia? tem! aveia, leite e fogo.*

Assim, o chá foi pro saco, e fiz um mingau! Quentinho e gostoso.

Mingau de aveia:

A receita dizia: 3 colheres de sopa de aveia para cada 250 ml de leite. Cozinhar até engrossar. Adoçar a gosto. Comer.
Eu fiz: 8 colheres de sopa de aveia para 2 copos de leite. Cozinhei. 3 colheres de sopa de granola. Ferveu (achei que ia vazar, mas mexi enfurecidamente e nada aconteceu), tirei, provei, pus 1 colher de açúcar, misturei, canela por cima, belezinha!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais pedacinho

"nyhuit" (s.m.) 1. o triste vazio que uma pessoa divertida e contraproducente cria quando deixa um local de trabalho: você faz nyhuit. 2. falta, ausência, carência, penúria (ver falta).

Créditos à amiga do Maurício, Nádia. Ela inventou a palavra, eu só escrevi a definição.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Slut Walk

É engraçado como o mundo ainda não dá liberdade às mulheres de se vestir como quiserem.

Em 2009, tivemos aqui em São Paulo o caso da Geisy Arruda (e aproveito para linkar o excelente blog da Lola), uma estudante universitária que foi insultada e ameaçada por vestir um vestido curto, tendo que ser retirada do local pela polícia com medo de ser agredida fisicamente. Coisa de homens das cavernas mesmo.

Foi tanto uma demonstração horrível de machismo por parte dos outros estudantes e da diretoria da faculdade (além de algumas opiniões públicas por aí), quanto uma demonstração excelente do quanto uma parcela da nossa sociedade está evoluída (e, neste caso, a parcela maior, que conseguiu revogar a expulsão da menina e criar manifestações de direito das mulheres). Mesmo que a Geisy não soubesse o motivo da comoção na mídia, seus direitos teriam sido defendidos. Foi lindo. Agora nós podemos ir à faculdade com um pouco menos de roupa e esperar que um pouco menos de gente fale alguma coisa.

Bom, em janeiro deste ano, em Toronto, durante uma palestra sobre segurança para a comunidade, um policial sugeriu que mulheres devem evitar se vestir como "piranhas" para não serem agredidas sexualmente. Ou como sluts, em inglês. A reação foi forte e generalizada, gerando a Slut Walk, uma passeata defendendo o direito das mulheres de se vestir como quiserem e não serem atacadas por qualquer homem descontrolado nas ruas. Faz sentido para vocês?

Tem muito mais fotos no site da Uol, mas eu queria mesmo era colocar o texto dos cartazes aqui. Eles são muitas vezes espertinhos ou engraçados, mas o importante é que são concisos e mexem com conceitos que tem gente que ainda precisa aprender.

A dress is not a yes - Um vestido não significa um sim.
Not asking for it - Eu não estou pedindo! (tipo: "ela tava pedindo pra isso acontecer")
NO means NO regardles of how often I say YES - NÃO siginifica NÃO, não importa a frequência com que eu diga SIM
It's my hot body, I do what I want - O corpo gostoso é meu e eu faço o que quiser com ele
SEX is something people do together, NOT something you do to someone else - SEXO é algo que as pessoas fazem juntas, NÃO algo que você faça em outra pessoa.
Clothing is an option, rape isn't - Roupa é uma opção, estupro não.
Don't tell us how to dress, tell men not to rape - Não fale como a gente tem que se vestir, fale para o homens não nos estuprarem.

Junto com alguns cartazes de apoio:

Slut pride - "Piranha" com orgulho
Stop slut shaming - Parem de humilhar as "piranhas"
I'm with slut - Estou com as "piranhas"
Don't be a closet slut - Não seja uma "piranha" no armário
Down with rape culture - Abaixo a cultura de estupro

Acho que o importante é isso: uma mulher, feia ou bonita, deveria poder andar pelada na rua sem correr o risco de ser assediada. É ridículo alguém apoiar a idéia de que os homens são seres primitivos que não conseguem se controlar ao ver um vestido mais curto ou uma maquiagem mais provocante. É mais ridículo ainda um homem apoiar essa idéia, e toda vez que eu ouço um defendendo esse ponto, eu penso que ele é um estuprador em potencial. É só aparecer uma "tentação" forte o suficiente e ele vai cometer um crime?

PS: a Lola explicou melhor e discutiu um pouco mais essa marcha no blog dela.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pedacinho

Gente, hoje eu li uma coisa que achei linda, por isso quero anotar para a posteridade.

"Eu quero rêver Paris."

Rêver é o verbo sonhar em francês. Não é belo?

Eu fico só imaginando as implicações... as implicações do desejo de rever alguém, de rever um lugar, ou de sonhar com ele.

Lindo lindo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal Cenamo

Fazia tempo que o Natal Cenamo não era tão gostoso!

De novo eu aprendi que comunicar é a melhor saída para qualquer problema. Ô, liçãozinha que eu sempre esqueço!

Eu estava incomodada que, desde que a Vó morreu, o Natal Cenamo tinha virado uma ceia curta, que acabava cedo, com um amigo secreto miado ou inexistente, porque todo mundo acabava indo para as suas outras famílias passar o resto da noite (sendo que muitos iam também no almoço do dia 25). A nossa família, que sempre tinha sido um Natal que eu adorava, com brincadeiras, jogos, coral, muita companhia, enfim, tinha ficado pra trás. Meus primos não vinham mais, meus tios iam embora cedo, e a gente encerrava tudo rápido para ir pro Natal Salles (que eu também adoro, mas detesto a coisa corrida).

Ontem, por acaso, à tarde, eu comentei exatamente isso com a minha mãe (escondendo uns olhos que chegaram a lacrimejar), que comentou com minha tia, que comentou com suas filhas, que tinham a mesma opinião que eu, e que queriam que o nosso Natal fosse bom de novo. E foi.

Não que não tenha tido conflitos, que essa família de italianos é um drama só, pior que desperate housewifes ou brothers and sisters, toda vez que a gente se encontra tem conflito. :) Mas tudo bem. Porque tem amor também.

Brinquei de conde-conde com a Alice e o Bruno, bebi cerveja com os tios, o Renato cuidou da trilha sonora (tanto no iphone quanto no violão ao vivo), brincamos de amigo secreto e foi engraçado, o ennzo participou, a tamy jogou wii com ele e o Marco, a Nanala foi energética como sempre, foi ótimo!

Isso sem contar a comida... hm, água na boca! O chester do Odilon... por mais que ele tenha esquecido os miúdos dentro (nunca tinha feito um chester antes), estava muito gostoso, derretia na boca, quase não dava para cortar. Excelente. A farofa e os arroz... Puxa, como eu gosto dessa comida natalina.

E as cerejas? Elas sim são meu presente de aniversário!

Obrigada, mundo. :)

Natal Salles

Esta aqui é a graça que eu adoro, que eu guardo do natal Salles na casa da Téte. A gente chega lá à 1h da manhã e o pessoal está animado, tocando e cantando um monte de mpb, antigas e novas, algumas compostas por eles mesmos, outras clássicas, outras desconhecidas. A gente canta, ri, se diverte, come a sobremesa, bebe vinho e compartilha carinho, com uma família que eu só vejo uma vez por ano.

Uma favorita é uma marcha de carnaval de 1984, quando um grupo de pessoas da Vila Madalena (meus tios entre eles) invadiu o desfile oficial (que passava pela Vila) cantando esta marchinha:

Em mil novecentos e oitenta e quatro
um glorioso arqueólogo
descobriu entre a fidalga e a wizard
uma catacumba milenar.

Chamaram tod'os neguinhos
e começaram a cavocar.
Tiraram a tampa da tumba
e do fundo do poço
ouviram um grito de arrepiar:

Que porra é essa?
Exclamou o faraó
Ôo Ôo
Tira a mão das ataduras,
me devolve a dentadura,
senão eu viro pó!

Em mil novecentos e oitenta e quatro
um glorioso arqueólogo
descobriu entre a fidalga e a wizard
uma catacumba milenar.

Chamaram tod'os neguinhos
e começaram a cavocar.
Tiraram a tampa da tumba
e do fundo do poço
ouviram um grito de arrepiar:

Que porra é essa?
Exclamou o faraó
Ôo Ôo
Tira a mão das ataduras,
me devolve a dentadura,
senão eu viro pó!

Na tal da vila todo mundo bebe,
na tal da vila todo mundo fuma,
na tal da vila todo mundo come,
e à meia noite nós viramos lobisomem

Em mil novecentos...!

A parte legal da história é que justamente no momento em que o apresentador começou a pedir pra escola clandestina se retirar do desfile, entrou o refrão da música com o "Que porra é essa?!"

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gente, vi o Paul McCartney ao vivo...

Gente, eu vi o Paul McCartney ao vivo e não estou acreditando. Agora vou poder contar pros meus netinhos que eu vi um Beatle ao vivo. Vi ele sorrir, dar pulinhos, dançar, brincar com a platéia de 64 mil pessoas e cantar um monte de músicas que eu amo. Vi vários dos seus jeitinhos, que não mudaram desde os anos 60, quando os Beatles ainda existiam.

Aliás, a maior parte dessa platéia de 64 mil pessoas não era nascida quando os Beatles se separaram (inclusive eu). Incrível, né?

Hoje tive alguns outros primeiros:

Primeira vez no estádio do Morumbi.
Primeira vez vendo uma multidão colossal de cima (posso dizer que foi a vez em que vi mais pessoas na minha vida).
Primeira vez em que vi uma Ola colossal em arquibancada de estádio.
Primeira vez em que participei de uma Ola tão grande.
Primeira vez num show grande.
Primeira vez em que eu entendi o que é um ídolo.

Gente, eu vi o Paul ao vivo. Ou, mais importante, ouvi.

O Paul é provavelmente o cara mais simpático, fofo e talentoso vivo.

Gente, eu vi e ouvi um Beatle ao vivo.

Cantei com ele. Ri das piadas dele. Fiz graça para ele, junto com a multidão, fiz os barulhos estranhos que ele mandou. Ele tocou Eleanor Rigby.

Ele fala português bem, com os erres paulistanos bem redondinhos.

Ele é o Sir Paul McCartney.

Gente, eu vi o Paul tocar ao vivo. :)